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160 Anos de Imigração Alemã em Santa Cruz do Sul

“Ninguém pode ser um bom brasileiro, se não honrar sua herança cultural.” Bento Munhoz da Rocha (1905 – 1973), sociólogo, escritor, professor, governador do Paraná e Deputado Federal.

"Niemand kann ein guter Brasilianer sein, der nicht seinem kulturellen Erbe Ehre macht“.  Bento Munhoz da Rocha -  Soziologe, Schriftsteller, Dozent, Staatsgouverneur von Paraná und Bundesabgedorneter.


Neste dia 19 de dezembro queremos lembrar os primeiros imigrantes que deixaram sua Heimat para trás e cheios de esperança se estabeleceram na Colônia Santa Cruz, recém fundada pelo governo do Estado de São Pedro do Rio Grande do Sul. Aqui iniciaram a construção do que viria a ser berço para nele nossas vidas se desenvolverem. A comunidade Regional, sociedade santa-cruzense e a comunidade de Linha Santa Cruz têm muito a lhes agradecer, pois eles frutificaram o solo, constituíram sociedades, construíram igrejas e escolas e assim fundaram nossa vida coletiva.

Também aos seus descendentes, que não se esqueceram de onde vieram seus antepassados, que língua e cultura trouxeram consigo, merecem nosso agradecimento e devem receber nesse dia especial homenagem. Graças a eles, em muitos lares, e em nossa região, a língua e bens culturais continuam presentes, são cultivados, enriquecem vidas e destacam a região. Os imigrantes criaram para si e para nós, que aqui vivemos, as bases para uma nova Heimat. Com os conhecimentos trazidos cultivaram o solo e contribuíram significativamente para o desenvolvimento social, cultural, bem como para o  estabelecimento do comércio e da indústria em nossa terra.

Conhecimentos trazidos como saber ler, escrever, tocar música, cantar e as habilidades profissionais foram aqui postos a serviço do desenvolvimento local. De acordo com Cunha (1991), em 1886 já viviam na Colônia 381 artesãos. Eram em maior número tecelões, sapateiros, pedreiros, marceneiros, ferreiros, carpinteiros, destiladores, moleiros, fabricantes de charutos, cervejeiros, construtores de carroças entre muitas outras profissões.


Por outro lado, a música, o canto, a vida comunitária e sua religiosidade foram importante esteio para se fortificarem espiritualmente e hoje fazem parte do patrimônio imaterial da coletividade santa-cruzense. Acresce-se a isso valores como a solidariedade, o auxílio mútuo, a compreensão do cultivo da terra como fator dignificante da vida e a importância da educação. 


 Esses valores foram fundamentais para não sucumbirem em meio à mata virgem nos primeiros tempos. Foram também importantes condições para a construção de uma nova vida, e para o engajamento na construção de nosso lugar de viver. É essa importante contribuição que devemos e queremos  rememorar e celebrar, mais precisamente nos dias 18,19 e 20 de dezembro em Linha Santa Cruz onde tudo começou. Expressar nosso agradecimento aos nossos antepassados pelas nossas vidas, honrar sua herança cultural que destaca Santa Cruz do Sul e nos empenhar para que continue presente para as gerações vindouras.

 
Autora: Lissi Bender Azambuja – Professora - UNISC - Universidade de Santa Cruz do Sul RS. Fonte: Neus / Brasil Alemanha

Um comentário:

  1. Devemos valorizar sempre o que nossos antepassados fizeram pelo Brasil. Infelizmente isso é raro, o que é uma pena.
    Parabéns pela data e pelo post.

    Abração

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