Pomeranos, muitos donos , um só povo

A Pomerânia foi uma região alemã, foi uma antiga província prussiana junto ao Mar Báltico, com 30 208 km2 (1933) e 1,88 milhões de habitantes, desde a reordenação em 1938 com 38 401 km2 e (1939) 2,39 milhões de habitantes, incorporava os distritos Stettin, Köslin e Schneidemühl. 

A capital era Stettin. Com o fim da Segunda Guerra Mundial a Pomerânia Oriental, junto com Stettin, ficou sob administração polonesa. A parte principal da Pomerânia ficou na Zona de ocupação soviética, (depois República Democrática Alemã) fazendo parte atualmente da República Federal da Alemanha.

Pomerano significa, literalmente, plantador de batata. Descendentes de uma mistura de germanos com eslavos oriundos de regiões antigamente ocupadas pelos celtas, os pomeranos habitavam uma província da forte Prússia do século XVIII. Sua área original foi dividida há algumas centenas de anos, entre prussianos, suecos e poloneses. No século passado, esteve ocupada pela Áustria, Prússia e Rússia.

Tentando russificar à força os poloneses e os demais povos que estavam em seu território, o regime czarista forçou a imigração de centenas de milhares de pomeranos. Alguns se refugiaram na Alemanha e muitos procuraram outros países. Os que ficaram se miscigenaram rapidamente para evitar as perseguições. Assim, pode-se dizer que não existem pomeranos em suas áreas de origem. Perseguidos por todos os lados, os que ficaram na Europa perderam todos seus traços culturais, inclusive o dialeto que é considerado oficialmente morto.

No momento, o pomerano é falado apenas no Brasil e uma das colônias mais importantes está no Rio Grande do Sul, em Harmonia, próximo a São Lourenço do Sul. 

Outras estão em Santa Catarina e Espírito Santo. Mas, se falam o dialeto, os pomeranos não podem escrevê-lo corretamente. Desconhece-se a grafia do pomerano. Algumas pessoas apenas conseguem reproduzir os sons, e quando isso acontece somente outro pomerano pode entender alguma coisa. Entre as crianças, nem todas já conseguem falar a língua dos pais.

A relação dos pomeranos com os alemães são muito frias, embora sejam apontados como alemães. Mais simples, pobres, e de menor nível cultural, os pomeranos continuam sendo agricultores no Brasil, onde também plantam batatas, entre outras culturas: sua atividade, no momento, está muito diversificada e nos últimos anos tem sido um pouco melhor remunerada desde que começaram a plantar fumo.

A mistura racial fez com que, entre os pomeranos, não predominem os louros. Predominam homens e mulheres com cabelos pretos. Com pouco tempo para a diversão, a vida comunitária não é tão rica quanto a dos alemães: não se festeja o kerb (a festa mais importante dos alemães, ocorrida em cada comunidade no aniversário da inauguração da igreja, seja ela católica ou protestante) e não há o tiro-rei (festival de tiro, ao final do qual se escolhe o rei do torneio, fazendo-se um desfile pela cidade, seguido de grande festa). O canto coral é menos disseminado, embora seja importante.

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