14 de set de 2016

Região no sudoeste da Alemanha é famosa por seus relógios cuco e o bolo de cereja que leva seu nome. Em meio a construções típicas e fornos a lenha, museu ao ar livre mostra como se vivia ali antigamente.

Localizada no sudoeste da Alemanha, a região da Floresta Negra é o lar de uma rica e diversificada tradição cultural – afinal, ela tem cerca de 150 quilômetros de extensão de norte a sul. De leste a oeste, são 50 quilômetros na parte sul e aproximadamente 30 quilômetros na parte norte.

Situada ao longo das fronteiras com a Suíça, ao sul, e com a França, a oeste, a Floresta Negra tem sua própria identidade cultural. Esta foi influenciada tanto pelos hábitos e costumes dos países vizinhos quanto pelas condições de vida na própria região.

Algumas das coisas tidas no exterior como tipicamente alemãs são oriundas da Floresta Negra, como o chapéu Bollenhut, os relógios cuco.

Também é de lá o famoso bolo Floresta Negra. No entanto, é preciso mencionar que o quitute teria sido servido pela primeira vez em 1915 na antiga cidade de Bad Godesberg, atualmente um subúrbio da ex-capital federal Bonn. Um século depois, especialidade alemã que leva cerejas, chantilly e chocolate é conhecida mundo afora. Chantilly, chocolate, cerejas e uma generosa dose de kirsch – destilado de cereja.

Seja em cafés ou restaurantes, o bolo Floresta Negra é um dos doces mais pedidos na Alemanha. Há várias versões sobre o surgimento do bolo Floresta Negra. De acordo com a variante padrão, o doce foi inventado pelo confeiteiro Josef Keller (1887-1981), nascido em Riedlingen, no sul da Alemanha. E o bolo teria nascido bem longe da Floresta Negra, região no estado de Baden-Württemberg.

Fonte: DW

11 de set de 2016

A Reforma Protestante está entre os acontecimentos incisivos da História europeia. Sobre as suas consequências e sobre o seu iniciador será discutido no jubileu da Reforma Protestante em 2017.


Há 500 anos, partiam principalmente da região de língua alemã transformações, que se inseriram profundamente na História mundial. Desde então, existe na cristandade uma divisão entre as confissões protestantes e a Igreja Católica. 

Desde então desenvolveu-se a liberdade de consciência do indivíduo, a língua alemã como a conhecemos agora e o conceito atual de profissão. O que aconteceu na época denomina-se hoje de Reforma Protestante. 

reforma protestante
© SuperStock/Getty Images - Martin Luther
Ela teve início como disputa teológica, açulada decididamente pelo jovem monge Martinho Lutero (1483–1546), que ensinava na província, na então recém fundada universidade da cidadezinha de Wittenberg. 

Em outubro de 1517, ele enviou 95 teses sobre questões teológicas, que ele – como era usual na época – deseja debater publicamente. Que Lutero tenha afixado as teses também na porta da igreja Schlosskirche em Wittenberg é, contudo, antes uma lenda. 

Isto gerou uma disputa que, ao contrário da intenção de Lutero, levou ao cisma da Igreja e, após a sua morte, às chamadas guerras confessionais entre monarcas protestantes e católicos, resultando numa nova configuração do mapa europeu. 

Lutero desenvolveu uma teologia própria, posteriormente denominada teologia evangélica, que se voltava contra o papado e concentrava-se na fé de cada indivíduo. Ele abandonou sua ordem agostiniana, casou-se, traduziu a Bíblia para o alemão, redigiu um grande número de textos muito lidos – e criou assim o que são agora as igrejas evangélicas. 

Hoje, cerca de 37 % dos 2,2 bilhões de cristãos do mundo fazem parte de uma comunidade protestante. Na Alemanha, 29 % da população são protestantes e 30 % são católicos – porém, 34 % não possuem confissão religiosa.

As 95 teses de Lutero, formuladas em latim, fazem parte da memória cultural 
como as teses afixadas em Wittenberg. 

Em 2017, 500 anos depois desse acontecimento de amplas consequências, o jubileu da Reforma Protestante é comemorado em todo o mundo e de maneira especial na Alemanha. 

Organizado pela igreja e o Estado, haverá grandes eventos, cerimônias memoriais, exposições e conferências. Além disto, o dia 31 de outubro de 2017 será excepcionalmente feriado em todo o país. Com isto, o jubileu da Reforma Protestante será uma das mais amplas festas rememorativas.

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