Berlin, coração do mundo para muito alemães e seus descendentes, simbolo de poder e glória, tem mais de 700 anos de histórias, passando por períodos de invasões bárbaras, guerras e o famoso muro que a dividiu por décadas.
A região às margens do rio Spree (foto ao lado), ao norte do Danúbio e rumo ao mar Báltico, sempre foi alvo de disputas e refregas. Os registros mais antigos dão conta da presença de populações vivendo da exploração das florestas e da caça, no século 3 a.C. Mas até o século 1, o que se sabe dessas tribos é que eram boas de agricultura, de caça e de guerra.
Os romanos, que não se arriscavam muito por ali, chamavam a região – que incluía as atuais Rússia e Ucrânia – de Germânia, como aparece nos mapas do historiador Cornélio Tácito.
De lá, muitas dessas tribos saíram, no século 4, para colocar fim ao império de Tacitus.
Com a migração dos germânicos, a região foi ocupada por povos eslavos, vindos do leste.
O território só voltaria às mãos germânicas em 948 com Oto I, imperador do Sacro Império Romano-Germânico. Mas não por muito tempo.
Em 983, os eslavos reocuparam o local, dominando-o por mais 150 anos. No século 11, germânicos restabeleceram seu poder, quando o guerreiro saxão Albrecht cristianizou os povos da região e tornou-se o primeiro duque de Brandemburgo.
O primeiro documento histórico berlinense é de 1237, e fala sobre as povoações de Colln e Berlim, situadas uma em cada margem do Spree. Em 1307, as duas localidades aliaram-se e constituíram uma só cidade: Berlim.
Mas foi no século 15, com a intervenção do Sacro Império Romano-Germânico, que a cidade cresceu e se tornou sede da dinastia Hohenzollern, que governaria por 500 anos.
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