24 de dez de 2009


Posso dizer com certeza que os natais do passado na familia Voltz eram por demais concorridos, tinhamos uma grande união familiar em torno da data. Reunidos no núcleo familiar de minha avó Maria e do meu avô Julio Voltz, criava-se momentos de rara beleza em torno das tradições alemãs. Unia-se a nós também o núcleo familiar de minha tia-avó Catarina, irmã de Maria. E além da culinária e ornamentação, esta música sempre me tocou profundamente. Stille Nacht (Noite Feliz, em alemão), com sua letra singela, mas que fazia toda a diferença para aquele que cultiva suas raízes. Acompanhe-me neste vídeo com a voz de Nana Mouskouri.



23 de dez de 2009


O NATAL NA ALEMANHA


Símbolo: O Tannenbaum, isto é, o Pinheiro de Natal

SAUDAÇÃO:"Frohliche Weihnachten"

COSTUMES E TRADIÇÕES NATALINAS ALEMÃS

São famosas as feiras natalinas alemãs, as chamadas "Christkindlesmarkt", das quais uma das mais famosas é a de Nuremberg, e também a Feira do Menino Jesus, uma das mais antigas e famosas.

Desde cedo em Dezembro até a noite de Natal, o inverno se mistura com um cheirinho de castanhas e nozes assadas, além de um biscoito especial feito de mel, ovos e canela. Receita que as famílias mantém em rígido segredo!

A Alemanha é o país que, segndo se conta, viu nascer a árvore de Natal por volta do século VIII e, como não podia ser de outra maneira, os abetos adornados conquistam praças e lugares em todas as cidades durante o mês de Dezembro.

Santa Claus a domicílio

Turma é uma assocoação de estudantes que há uma década proporciona a visita de Santa Klaus a dezenas de lugares berlinenses. Basta uma chamada telefônica para reservar uma visita de um Papai Noel de carne e osso na noite de 25 de dezembro ou em qualquer outra ocasião!

A Campainha dos Presentes

Depois da ceia de Natal, as crianças esperam impacientes o momento de abrir seus presentes. Quando soa a campainha - que está colocada atrás da porta fechada da sala - debaixo da árvore, já se encontram os presentes, mas só o poderão abri-los quando terminarem de cantar «Stille Nacht, heilige Nacht» (Noite Feliz).

A CANÇÃO MAIS ALEMÃ DE NATAL

"O Tannenbaum, o Tannenbaum,
wie treu sind deine Blätter!
Du grünst nicht nur zur Sommerzeit,
nein auch im Winter, wenn es schneit."

"O Abeto, o Abeto,
Como se pode confiar em tuas folhas!
Que nem deixam de ficarem verdes no verão,
nem de cairem todas quando chega o inverno."




Cuidado com Knecht Ruprecht! Na noite de 5 de dezembro, Santa Claus e seu ajudante Knecht Ruprecht. Visitam as casas para avaliar o comportamento das crianças. Àqueles que se comportaram bem, Papai Noel presenteia com doces, nozes e maçãs, enquanto que Knecht Ruprecht se encarrega de castigar os que tiverem sido maus..

A Doce Espera do Advento 

Para fazer menos a espera do Natal, se dá de presente a cada um um calendário do Advento composto de uma série de portinhas. Cada dia a criança abre uma porta, atrás da qual há uma imagem natalina, até cegar no dia 24 de dezembro, atrás da qual se encontra o menino Jesus.

A Festa de São Silvestre 

Os alemães comemoram no último dia do Ano a Noite de São Silvestre e bebem,, comem e festejam, na data há previsão do futuro. Na virada do ano há fogos de artifício para afugentar os espíritos malignos.

Ganso, carpa e salchichas

Desde que começam a aparecer as feirinhas natalinas em todas as cidades alemãs, também começam a degustar as bebidas e os pratos típicos natalinos. Nas barraquinhas é comum venderem salsichas assadas, tortinhas e doces que se acompanha com vinho quente com especiarias (glühwein) e ponche.

A Ceia da Noite de Natal costuma ser breve e, por exemplo, na Baviera o mais comum é comer salsichas brancas com salada de batatas, além de carpa, especialmente no Norte da Alemanha é comum o prato. No sul o ganso é mais comum.

Também os doces fazem parte da tradição natalina. Tem a pasta doce e o pão de natal (christstollen) que se pode comprar em todo lugar.



INGREDIENTES:

Massa :

2 xícaras de chá de farinha de trigo
1 tablete de manteiga
Raspas de casca de laranja
4 colheres de sopa de açúcar
1 gema
2 colheres de sopa de água (se necessário)

Recheio & Cobertura:
1 kg de maçã sem casca
3 colheres de sopa de manteiga
1 colher de sopa de farinha de trigo
3 colheres de sopa de açúcar
1 ovo batido para pincelar

MODO DE PREPARO:

Massa :

Misture com a ponta dos dedos a farinha com a manteiga até obter uma farofa. Junte as raspas, o açúcar, as gemas e a água se for necessário. Trabalhe bem para que a massa fique lisa e homogênea. Faça uma bola e envolva com filme plástico. Leve à geladeira por 30 minutos. Abra a massa em uma superfície enfarinhada. Forre o fundo e laterais de uma fôrma refratária redonda de 20cm de diâmetro.

Recheio :

Corte as maçãs em gomos grossos e retire as sementes. Aqueça a manteiga e junte as maçãs. Deixe cozinhar por 5 minutos. Mexa bem. Deixe esfriar um pouco. Recheie a torta com as maçãs. Misture bem o açúcar com a farinha e polvilhe sobre as maçãs. Pincele toda a borda da torta com água. Abra o restante da massa em superfície enfarinhada e cubra a torta, pressionando bem as laterais. Retire o excesso de massa, junte tudo e aproveite para decorar a torta. Pincele com o ovo e com uma faca de ponta afiada faça uma cruz no centro da torta. Leve ao forno médio (180ºC) pré-aquecido por 30 minutos. Sirva morna.
 

20 de dez de 2009

“Ninguém pode ser um bom brasileiro, se não honrar sua herança cultural.” Bento Munhoz da Rocha (1905 – 1973), sociólogo, escritor, professor, governador do Paraná e Deputado Federal.

"Niemand kann ein guter Brasilianer sein, der nicht seinem kulturellen Erbe Ehre macht“.  Bento Munhoz da Rocha -  Soziologe, Schriftsteller, Dozent, Staatsgouverneur von Paraná und Bundesabgedorneter.


Neste dia 19 de dezembro queremos lembrar os primeiros imigrantes que deixaram sua Heimat para trás e cheios de esperança se estabeleceram na Colônia Santa Cruz, recém fundada pelo governo do Estado de São Pedro do Rio Grande do Sul. Aqui iniciaram a construção do que viria a ser berço para nele nossas vidas se desenvolverem. A comunidade Regional, sociedade santa-cruzense e a comunidade de Linha Santa Cruz têm muito a lhes agradecer, pois eles frutificaram o solo, constituíram sociedades, construíram igrejas e escolas e assim fundaram nossa vida coletiva.

Também aos seus descendentes, que não se esqueceram de onde vieram seus antepassados, que língua e cultura trouxeram consigo, merecem nosso agradecimento e devem receber nesse dia especial homenagem. Graças a eles, em muitos lares, e em nossa região, a língua e bens culturais continuam presentes, são cultivados, enriquecem vidas e destacam a região. Os imigrantes criaram para si e para nós, que aqui vivemos, as bases para uma nova Heimat. Com os conhecimentos trazidos cultivaram o solo e contribuíram significativamente para o desenvolvimento social, cultural, bem como para o  estabelecimento do comércio e da indústria em nossa terra.

Conhecimentos trazidos como saber ler, escrever, tocar música, cantar e as habilidades profissionais foram aqui postos a serviço do desenvolvimento local. De acordo com Cunha (1991), em 1886 já viviam na Colônia 381 artesãos. Eram em maior número tecelões, sapateiros, pedreiros, marceneiros, ferreiros, carpinteiros, destiladores, moleiros, fabricantes de charutos, cervejeiros, construtores de carroças entre muitas outras profissões.


Por outro lado, a música, o canto, a vida comunitária e sua religiosidade foram importante esteio para se fortificarem espiritualmente e hoje fazem parte do patrimônio imaterial da coletividade santa-cruzense. Acresce-se a isso valores como a solidariedade, o auxílio mútuo, a compreensão do cultivo da terra como fator dignificante da vida e a importância da educação. 


 Esses valores foram fundamentais para não sucumbirem em meio à mata virgem nos primeiros tempos. Foram também importantes condições para a construção de uma nova vida, e para o engajamento na construção de nosso lugar de viver. É essa importante contribuição que devemos e queremos  rememorar e celebrar, mais precisamente nos dias 18,19 e 20 de dezembro em Linha Santa Cruz onde tudo começou. Expressar nosso agradecimento aos nossos antepassados pelas nossas vidas, honrar sua herança cultural que destaca Santa Cruz do Sul e nos empenhar para que continue presente para as gerações vindouras.

 
Autora: Lissi Bender Azambuja – Professora - UNISC - Universidade de Santa Cruz do Sul RS. Fonte: Neus / Brasil Alemanha

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