Cultura

História

Como um monge tão jovem provocou uma revolução religiosa mundial

Figura de Playmobil de LuteroHá 500 anos, Martinho Lutero deflagrou uma verdadeira revolução religiosa ao criticar publicamente a Igreja Católica em Wittenberg, na Alemanha. Pouco se sabe sobre ele e sua vida, e geralmente se tratam de meias-verdades e lendas.

"Tão logo uma moeda na caixa cai, a alma do purgatório sai." 

Este ditado é atribuído ao monge dominicano Johan Tetzel, que era conhecido por vender indulgências em toda a Alemanha. O trabalho de Tetzel era irrelevante para as preocupações teológicas de Martinho Lutero, mas o reformador estava irritado com a venda de indulgências, o pagamento de dinheiro à Igreja em troca da remissão de pecados.

Ele nunca teve a intenção de questionar a Igreja ou o papa, mas, em 31 de outubro de 1517, Lutero escreveu ao arcebispo Albrecht de Mainz pedindo a correção e disputa acadêmica, ou seja, um debate sobre o assunto.

Lutero preparou, então, uma série de argumentos e críticas para serem usadas no debate. De acordo com ele mesmo, 95 dessas teses foram pregadas pessoalmente por ele, com um martelo, na porta da igreja de Wittenberg. Isso, no entanto, nunca foi provado.

Por outro lado, essas teses causaram um efeito fenomenal, que rapidamente se espalhou por todo o país. Lutero provavelmente se tornou famoso porque as teses que criticavam a Igreja foram impressas em um folheto que conseguiu grande circulação.

Fonte: DW

Alemanha não será mais a mesma

nada será como antes
Esta eleição é marcada por cisão histórica, com entrada de partido populista de direita no Parlamento. Ao menos os tempos de debates intensos e oposição atuante estarão de volta, diz a editora-chefe da DW, Ines Pohl.


Esta eleição tem uma mensagem clara: não dá para continuar como está. E ela têm dois claros perdedores: o Partido Social-Democrata (SPD) e Angela Merkel. O SPD caiu para cerca de 20%, o pior resultado do pós-Guerra, e a União Democrata Cristã (CDU), o partido da chanceler federal, perdeu cerca de oito pontos percentuais em relação a 2013.

Um tombo – e, em tempos normais, um motivo para se pensar em renúncia. Mas, para os padrões da Alemanha, estes não são tempos normais, como fica claro também na entrada da Alternativa para a Alemanha (AfD) no Bundestag (Parlamento), com 13%. Desde a fundação da República Federal Alemã, é a primeira vez que um partido populista de direita entra com tanta força no Parlamento.

Trata-se de uma cisão histórica. Depois da eleição deste domingo, o país não será mais o mesmo. Isso não é um detalhe. Mas também não é – ainda – uma catástrofe. É um desafio, e, no fim das contas, democracia. E, na comparação internacional, há bons motivos para acreditar que a Alemanha saberá superar também esse desafio. E também há um lado positivo quando, no Parlamento, houver de novo o debate pelo melhor argumento, e não uma chanceler ultrapoderosa porque não existe oposição.

Também essa é uma mensagem deste domingo.

Fundamental é que os partidos democráticos não se deixem desviar do discurso democrático pela retórica demagógica da AfD. Eles devem resistir à tentação das soluções populistas deformadas e procurar respostas reais para os problemas existentes, e finalmente levar a sério que muitas pessoas têm medo de como os muitos refugiados podem mudar o próprio país. A Alemanha precisa repensar sua capacidade de debate. Transformar medos em tabu fortalece os extremos políticos.

Também essa é uma mensagem dessa eleição.

O primeiro grande desafio será formar uma coalizão de governo. É sensato que o SPD anuncie logo que vai para a oposição. Só assim o partido poderá se redefinir e criar uma perspectiva de futuro. E, além disso, só assim poderá se evitar que a AfD se torne o principal partido da oposição no Parlamento.

Merkel entra nessas negociações complicadas com os outros partidos após ter sofrido um duro golpe. Com o peso nos ombros de que muitos dentro das próprias fileiras a responsabilizam – e sua política de refugiados – pelo desastroso resultado do seu partido. E, do outro lado, o mundo inteiro coloca nela a esperança de que, apesar desse resultado, ela continue sendo uma das líderes políticas do mundo ocidental e, com ela, a Alemanha continue sendo um parceiro estável e confiável, e na condição de uma nação liberal e profundamente democrática.

A favor disso fala também a Lei Fundamental (Constituição) – que vale para todos, incluindo a AfD. O Artigo 1º diz: a dignidade humana é inviolável.

Fonte: DW

Merkel a caminho do quarto mandato

quarto mandato
Partido da chanceler perde cadeiras no Parlamento, mas segue como maior bancada, suficiente para seguir à frente do governo. Social-democratas voltam à oposição, e populistas de direita alcançam resultado expressivo.

Como se esperava, o resultado das eleições alemãs deste domingo (24/09) deve render um quarto mandato para Angela Merkel à frente do governo federal. Mas também foi uma vitória um tanto amarga: seu partido, a União Democrata Cristã (CDU), teve 32,9% dos votos, o pior resultado eleitoral desde 1949. Os eleitores alemães também puniram o Partido Social-Democrata (SPD), parceiro de coalizão de Merkel, que acabou recebendo 20,8%, sua menor votação proporcional do pós-guerra.

Fonte: DW

Datas Especiais

Datas Especiais
Tecnologia do Blogger.