8 de set de 2017

dos alemães
A Alemanha é associada a uma série de estereótipos. Mas o povo alemão não se resume a salsicha e cerveja. Conheça alguns costumes, do jantar frio à pressa no supermercado.


Silêncio, hoje é domingo!


tu pode até pensar que domingo é o dia da semana perfeito para finalmente riscar algumas tarefas da sua lista, como passar aspirador ou pregar uma nova prateleira na parede. Mas na Alemanha, domingo é "Ruhetag", ou seja, dia de descanso. Isso significa que, além de as lojas ficarem fechadas, o martelo tem que ser posto de lado, pois os vizinhos podem reclamar do barulho.


Cozinha na mudança


Para muitos estrangeiros em busca de um apartamento na Alemanha, pode surpreender o fato de a cozinha nem sempre vir junto com o imóvel. Quando os alemães se mudam, eles levam tudo consigo, deixando apenas os canos na parede para os próximos inquilinos. Fogão, geladeira, balcão, armários e às vezes até mesmo a pia são levados para a casa nova.


Água precisa ter gás


Se tu pedir água num restaurante, o garçom provavelmente irá trazer água com gás. Os alemães adoram o líquido com bolhinhas e o misturam com tudo – de suco de maçã a vinho. Toda bebida misturada com água com gás se torna um "Schorle". Um alemão nunca serviria água da torneira para um convidado, apesar de potável, pois isso seria deselegante. A água precisa ter gás ou pelo menos ser engarrafada.


Sim e obrigado


Confuso, não? Eis um exemplo: quando lhe perguntarem em alemão se tu gostaria de mais um pouco daquela deliciosa cerveja, se tu disser "obrigado" ("danke"), isso será interpretado como "não, obrigado". Se tu quiser mais, diga "por favor" ("bitte"), que nesse contexto significa "sim, por favor". Caso contrário tu poderá ficar com sede.

Fonte: DW

1 de ago de 2017

Sobre alemães
Você também acha que todo alemão usa calça de couro e bebe cerveja o dia todo? Veja as verdades sobre alguns clichês.

  • Alemão só come salsicha e chucrute

O alemão na realidade come muita batata e pão. E os pratos tradicionais contêm muita gordura e carne de porco. Mas, nos últimos anos, a cozinha alemã se reinventou e ficou mais leve, atendendo a um gosto mais internacional.

  • Alemão bebe cerveja o dia todo

Os alemães estão entre os principais consumidores per capita de cerveja no mundo, mas não se trata apenas de uma questão de quantidade. É porque eles prezam a qualidade de sua cerveja. Aliás, o país também tem excelentes vinhos e destilados. E, diga-se de passagem, a bebida mais consumida é o café.

  • Não há limite de velocidade 

Há, sim! Seja em locais perigosos, por questões de barulho ou climáticas, cerca de 30% dos trechos de Autobahnen têm velocidade limitada, segundo o Automóvel Clube Alemão (ADAC).

  • Todos usam calça de couro


Apenas na Baviera são usados o Dirndl (vestido típico) e a calça de couro. E não por todos os quase 13 milhões de habitantes do estado. Seria o mesmo que dizer que no Brasil todos andam com saia de baiana ou de bombacha, ou que todos sabem sambar.

O idioma alemão é rude

Muitos vídeos nas redes sociais e filmes da 2ª Guerra ajudam a propagar o clichê de que o idioma alemão soa de forma ríspida. Tudo bem, não é como o francês, mas é tudo uma questão de entonação.

12 de mai de 2017

dia da mães
Flores, chocolate, cartões. O Dia das Mães no Brasil e na Alemanha é comemorado no mesmo dia, o segundo domingo de maio, e tem origem comum, embora pouco conhecida nos dois países. O dia oficial foi estabelecido pelos governos de cada país em momentos diferentes, com base no pioneiro Estados Unidos, onde uma militante feminista brigou pela criação da homenagem.

Em maio de 1908, Anna Jarvis organizou na Filadélfia a primeira comemoração em uma igreja protestante. Ela entregou cravos brancos às mães e iniciou uma campanha junto a jornalistas e políticos proeminentes para incluir a data no calendário oficial. A ideia era honrar o sacrifício envolvido na criação dos filhos. O dia escolhido lembrava a morte de sua própria mãe, que havia lutado por melhorias nas condições sanitárias e para reduzir a mortalidade infantil.

A campanha deu certo e, em 1914, o então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson, determinou que fosse comemorado nacionalmente o Dia das Mães.

Feriado exportado


Na Europa, os países pioneiros foram Inglaterra, Noruega e Suíça. Desde 1923, a Alemanha passou a festejar as mães na mesma data. A primeira festa alemã foi planejada pela associação de proprietários de floriculturas. Durante o nazismo, interessado em glorificar o papel das mulheres de parir a nova geração da "raça ariana", a festa ganhou impacto nacional e hoje muitos acreditam que essa é a origem da efeméride.

No Brasil, Getúlio Vargas foi quem adotou a data no Brasil, nos moldes do modelo norte-americano. A justificativa apresentada pelo "pai dos pobres" romantiza os sentimentos relacionados à maternidade. O decreto, de 1932, evoca o sentido da bondade e da solidariedade humana, além da ternura, respeito e veneração relacionados ao amor materno.

Já na década de 1920, porém, disseminaram-se críticas à comercialização do feriado, e ainda hoje a "semana das mães" é uma das datas mais lucrativas para floristas e vendedores de cartões. A ativista Jarvis se decepcionou com a apropriação da data. Ela passou o resto de sua vida processando empresas que usavam o termo Dia das Mães e tentando apagá-lo do calendário.

Fonte: DW

21 de abr de 2017

Leipzig
Os "Schrebergärten" – jardins urbanos alemães – são muitas vezes confundidos com favelas por estrangeiros, mas são espaços de lazer super disputados na Alemanha. 

Terrenos públicos são arrendados à população.

A primeira impressão do olhar estrangeiro sobre as pequenas casinhas amontoadas à beira das ferrovias ou no meio das cidades é de que são "favelas ao estilo alemão". 

Os barraquinhos de madeira enfileirados e separados por cercas são, na verdade, parte dos disputados jardins urbanos da Alemanha – os Schrebergärten.

Os terrenos públicos cedidos a mais de 15 mil associações que coordenam o aluguel e a utilização dos espaços servem para o cultivo de legumes, verduras e flores. Ou ainda para aproveitar as noites quentes do verão depois do trabalho ou fazer um churrasco no fim de semana.

É uma opção econômica para quem mora em apartamentos e não tem um espaço de lazer ao ar livre. Os "puxadinhos" nas grandes e pequenas cidades da Alemanha já foram considerados caretas, mas se tornam cada vez mais populares entre as famílias jovens alemãs. 

Os mais de um milhão de Schrebergärten na Alemanha cobrem uma área de quase 50 mil hectares e são disputadíssimos. Há longas filas de espera para conseguir alugar um pequeno lote. Os preços variam de acordo com a região e instalações próximas, como piscinas públicas ou espaços de diversões para crianças.

O arrendamento dos lotes é, geralmente, por tempo indeterminado e pago anualmente à associação que gere a área, mas os cerca de 5 milhões de locatários precisam cumprir as regras de organização e limpeza. As cercas vivas precisam ser aparadas de forma impecável, o gramado bem cortado, e os caminhos de passagem sempre limpos para que os vizinhos não reclamem.

Tem até quem comemore a festa de casamento nos pequenos jardins, idealizados há 200 anos. A primeira colônia de jardins urbanos foi estabelecida em 1814 por um pastor na cidade de Kappeln, no extremo-norte da Alemanha.

Fonte: DW

17 de abr de 2017

relações especiais entre alemães
Na Alemanha, a importância do ovo não se evidencia somente na Páscoa. Eles são manuseados com copos e colheres especiais, são pintados e pendurados em árvores. 

Mesmo que todos saibam que coelhas e lebres não põem ovos: fotos como essa aparecem todos os anos durante a Páscoa. Na Alemanha, no entanto, o ovo tem uma importância especial não somente nesse período. 

No café da manhã, jantar ou como artigo de decoração: os alemães têm uma relação especial com o ovo.


Ovos coloridos


Os recém-chegados à Alemanha podem se surpreender se encontrarem em outubro, por exemplo, ovos cozidos coloridos no supermercado ou na padaria (e não congelados). Não se trata de um descuido. Os alemães consomem ovos pintados cozidos o ano todo. 

Segundo o jornal "Süddeutsche Zeitung", em 2016, foram vendidas 475 milhões de unidades.

Ovos não são postos por lebres, eles crescem em árvores. Trata-se de uma tradição alemã de Páscoa: decorar com ovos coloridos árvores no jardim ou buquês de galhos num jarro, como se fosse uma árvore de Natal. 

Até 2015, a família Kraft em Saalfeld era responsável pela decoração da maior árvore de Páscoa do país, com mais de 10 mil ovos.

Fonte: DW

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