Hot!

Continue a Ler

Veja mais..

Alemanha nação européia de chocolate

Dados recentes mostram que a Alemanha produz um terço do chocolate da UE.

No período que antecede a doce estação da Páscoa, os números mostram que a Alemanha é o país número um em produção de chocolate da União Europeia por uma larga margem.

A república federal produziu 1,3 milhão de toneladas de chocolate em 2017, representando 32% do total do bloco, de acordo com a agência de estatísticas da UE Eurostat, em um relatório divulgado na quarta-feira em Luxemburgo.

O país mais populoso da UE é seguido pela produção de chocolate da Itália em 700.000 toneladas, ou 18 por cento do total da UE, disse o Eurostat, citando dados de 2017.

A França e a Holanda produziram 400 mil toneladas, ou 9%, enquanto a Grã-Bretanha ficou com 300 mil toneladas, ou 7%.

Juntos, Bélgica, Polônia e Espanha contribuem com outros 16%, ou 600.000 toneladas.

Esses oito estados membros produziram mais de 90% de todo o chocolate na UE. Em 2017, o total do bloco foi de 4 milhões de toneladas, cerca de 18,3 bilhões de euros (21 bilhões de dólares).

Pirotecnia pode estar com dias contados nos estádios alemães

A torcida do Union Berlin
Se de um lado a federação tende a um endurecimento cada vez maior, para as torcidas organizadas cada sinalizador aceso equivale a uma mensagem à cartolagem. Nessa disputa, acaba perdendo o torcedor comum.

Há muitos anos se discute na Alemanha se a utilização de sinalizadores nos estádios por parte de torcedores deveria ser permitida oficialmente e sob quais condições se daria o seu uso. A ideia era chegar a um acordo a respeito entre a Federação Alemã de Futebol (DFB) e as torcidas organizadas. 

A maioria dos fã-clubes, abrangendo as três divisões do futebol alemão, estava disposta a fazer muitas concessões para que finalmente se pudesse chegar a uma resolução que permitisse a utilização ordenada e controlada de artefatos pirotécnicos. Rojões, por exemplo, seriam definitivamente banidos, e sinalizadores não poderiam ser atirados em direção ao campo, nem jogados a esmo pelas arquibancadas. 

Entretanto, o diálogo entre as partes foi abruptamente dado por encerrado unilateralmente pela federação, e desde então não se conversa mais sobre o assunto para tentar chegar à uma solução que satisfaça todas as partes envolvidas. 

A decepção foi grande após o fracasso das conversações, e o que se nota desde então é que praticamente não acontece uma partida de futebol onde, em maior ou menor grau, acabam surgindo espetáculos pirotécnicos. 

Do ponto de vista legal, acender sinalizadores nos estádios é proibido e considerado uma infração. Há defensores, especialmente no âmbito político, que pleiteiam caracterizar especificamente a pirotecnia nos estádios como crime. Neste caso, a pena não seria apenas uma multa, como é o caso atualmente, mas também de prisão temporária.

Atualmente, para cada sinalizador aceso, o respectivo clube é obrigado a pagar uma multa de mil euros (aproximadamente 4 mil reais). Se o artefato for jogado em direção ao campo, o valor triplica. Os clubes podem cobrar as multas do torcedor, mas para isso acontecer é necessário que tenha havido uma identificação comprobatória do autor da contravenção.

Os que defendem a criminalização afirmam, não sem razão, que um estudo realizado em 2017 a pedido da Uefa e das redes de fã-clubes comprovou os riscos para a saúde e segurança dos torcedores quando um sinalizador é aceso. A temperatura do artefato chega a 1.000 graus centígrados com alto potencial de ferimento por queimadura.

Durante toda temporada 2017/2018 da Bundesliga, a polícia registrou 879 casos de pirotecnia nos estádios alemães, com 53 feridos resultantes de queimaduras. Em compensação, neste mesmo período, houve 141 pessoas feridas pela repressão policial com uso de gás pimenta.

Se de um lado a Federação Alemã de Futebol tende a um endurecimento cada vez maior quanto à pirotecnia, para as torcidas organizadas e, especialmente para aqueles blocos mais radicalizados, cada sinalizador aceso equivale ao dedo do meio (em alemão "Stinkefinger") direcionado à cartolagem que comanda os destinos do futebol alemão.

Artefatos luminosos se tornaram um instrumento de protesto, e o torcedor das organizadas não faz segredo disso.

"Sempre daremos um jeito de contrabandear sinalizadores para dentro do estádio. Ninguém vai conseguir nos impedir. É a nossa forma de protestar. Podem fazer os controles que quiserem. Não vai adiantar porque sempre daremos um jeito”, declarou um torcedor berlinense que preferiu ficar no anonimato e minimizou o argumento da periculosidade: “Não é tão perigoso. Onde estão as pessoas em chamas? Não vejo ninguém pegando fogo”. 

Nesta briga entre os cartolas e as organizadas quem sofre é aquele torcedor tipo família: pais com crianças, idosos, casais, enfim aquele torcedor comum que vai ao estádio para, com toda calma e tranquilidade, assistir a um jogo de futebol. Não quer ser perturbado pelos muitas vezes caóticos torcedores radicais, nem antes, nem durante e nem depois do jogo.

Em Bielefeld, no oeste da Alemanha, onde o coração do futebol alemão bate mais forte, o Instituto de Pesquisa de Conflitos e Violência constatou que, após extenso estudo, na maioria dos estádios alemães, aproximadamente 75% dos frequentadores assíduos da Bundesliga querem mesmo ver o jogo tranquilamente, tomando seu chope e curtindo o evento com seus amigos e familiares. Os outros 25% pertencem aos blocos das torcidas organizadas – são os que cantam, apoiam, protestam e acendem sinalizadores. 

Fato é que, pelo menos por enquanto, não há solução à vista para este conflito de interesses. As posições, tanto da federação quanto das torcidas organizadas, são irredutíveis. Resultado: ninguém conversa com ninguém.

É desejável que voltem à mesa de negociações e dialoguem para que, no futuro, os estádios quase sempre cheios na Bundesliga continuem lotados e possam continuar sendo uma marca registrada do futebol alemão.

Fonte: DW

Museu de Auschwitz pede a visitantes que não andem sobre os trilhos

Museu de Auschwitz-Birkenau fica no local do antigo campo de concentração nazista
Museu do antigo campo de concentração pede que visitantes evitem tirar fotos se equilibrando nos trilhos da ferrovia pela qual foi transportada mais de 1 milhão de vítimas do Holocausto.


O memorial e museu do antigo campo de concentração de Auschwitz-Birkenau pediu aos visitantes que respeitem a memória dos 1,1 milhão de pessoas que foram mortas no local durante o regime nazista.

A instituição pediu aos turistas que evitem se equilibrar sobre os trilhos da ferrovia por onde chegavam os trens que transportaram as vítimas do Holocausto.

"Há lugares melhores para aprender a andar sobre uma trave do que no local que simboliza a deportação de centenas de milhares de pessoas para as suas mortes", escreveu o museu no Twitter, que também postou algumas fotos feitas por turistas caminhando sobre os trilhos.
O Auschwitz Museum afirmou mais tarde, em outra postagem, que não vai proibir fotografias no local, mas pediu aos visitantes que "se comportem com respeito, também quando estiverem tirando fotos".

Nos últimos anos, um número cada vez maior de visitantes dos campos de concentração e outros memoriais do Holocausto vêm sendo criticados por tirar selfies e outros tipos de fotografias nas quais se mostram alegres.

O campo de concentração Auschwitz-Birkenau, localizado no sul da Polônia, foi o maior centro de extermínio do regime nazista. Dos 1,1 milhão de pessoas que perderam suas vidas ali, 1 milhão era de judeus. Quase 40% dos prisioneiros registrados eram poloneses.

Após o fim da Segunda Guerra Mundial, um memorial foi erguido dentro do antigo campo de concentração. A área de 192 hectares compreende a parte principal do campo de Auschwitz e o campo de extermínio Auschwitz-Birkenau, com cerca de 150 edifícios e 300 ruínas.

O local foi declarado patrimônio mundial da Unesco em 1979. No ano passado, Auschwitz recebeu um número recorde de 2,1 milhões de visitas. A maior parte dos turistas vem da Polônia, Reino Unido, Estados Unidos, Itália, Espanha e Alemanha.

Fonte: DW