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Conheça as histórias que explicam passado da Oktoberfest

Quem vai a Munique para ver a festa da cerveja mais famosa do mundo também pode aprender sobre curiosidades da Oktoberfest com uma visita guiada. E descobrir que até Albert Einstein já instalou lâmpadas num estande.

Tradição da cultura bávara, a Oktoberfest de Munique oferece diversão, muita música e, é claro, a bebida típica do evento: a cerveja. Mas, com visitas guiadas, o evento que já acontece há mais de 200 anos também abre espaço para quem quer saber mais sobre a história da festividade e até mesmo de alguns dos brinquedos disponíveis no parque de diversões no local.

O participante mais famoso nos preparativos da Oktoberfest, por exemplo, é Albert Einstein, que chegou a instalar lâmpadas num estande porque os pais tinham uma empresa de artigos de eletricidade.

Outro fato marcante da Oktoberfest é o figurino usado no evento. O vestido usado pelas mulheres, o Dirndl, dá algumas dicas sobre as personalidades das usuárias: se o nó do avental estiver amarrado do lado direito, quer dizer que a dona do vestido é casada. Do lado esquerdo, mostra que a moça é solteira.

Com a ajuda de guias, turistas e moradores de Munique podem aprender ao passear pela estrutura da festa, criada para celebrar a união de dois membros da realeza da Baviera.

Oktoberfest de Santa Cruz do Sul começa hoje

A abertura da maior festa alemã do Estado acontece às 19h30min no prédio da Bierhaus


A 34ª Oktoberfest de Santa Cruz do Sul homenageará os 140 anos de emancipação política do município, celebrado no dia 28 de setembro. Com o tema “Santa Cruz: Nossa Terra, Nossa Gente”, a abertura da programação ocorre nesta quarta-feira, a partir das 19h30min, no prédio da Bierhaus, com entrada franca no primeiro dia. Um dos pontos de destaque será a apresentação dos trajes oficiais das soberanas, eleitas na noite do último sábado. Após a solenidade, o grupo segue para o pavilhão central, onde haverá o primeiro baile, às 21h30min, com animação da Banda Germânia.

Considerada a maior festa alemã do Rio Grande do Sul, a Oktoberfest acontece até o dia 21 de outubro, com a expectativa de receber cerca de 400 mil visitantes. “É uma festa que valoriza a cultura, com muita música, dança e gastronomia, com atrações para todos os públicos”, destaca a presidente da 34ª Oktoberfest, Andreia Mundstock. Entre os destaques da programação estão os bailes no pórtico, pavilhão central e lonão, com mais de 500 horas de música.

Outra atração no parque serão as apresentações de grupos folclóricos, os jogos germânicos à esquerda do pórtico principal, os desfiles de carros alegóricos nos dois domingos, Ronda Folclórica, Torneio Internacional de Eisstocksport, Olímpiadas Rurais, oficinas na Escola de Gastronomia, escola de língua alemã com aulas gratuitas aos visitantes, parque de diversões e shows nacionais.

A língua alemã segue presente no cotidiano

“Guten Morgen!”, “Wie geht’s?”, “Alles gut?”, “Aufwiedersehen!”. Mesmo em língua alemã, essas são saudações comumente difundidas na região. “Bom dia!”, “como vai?”, “tudo bem?” e “até mais ver!” no idioma germânico muitas vezes podem ser ouvidas em uma rápida caminhada pela rua, por cidades dos Vales do Caí, Sinos e Paranhana, além da Serra gaúcha, por exemplo. Dependendo de onde se estiver, ainda, são os termos em português que se tornam escassos no vocabulário cotidiano.

Na maioria dos casos, é o dialeto Hunsrück que predomina nas famílias. Mas a língua oficial também recebe o seu espaço especial entre os moradores. Isso porque o ensino do alemão é item obrigatório no currículo de algumas escolas da rede pública. Em Ivoti, são todos os colégios municipais que, da pré-escola ao 7º ano do ensino fundamental, oferecem aulas semanais tratando sobre o idioma. São cerca de 1,8 mil alunos, por volta dos 4 aos 13 anos de idade, que têm a oportunidade de aprender alemão.

De acordo com a secretária de Educação ivotiense, Cristiane Spohr, o projeto existe no município desde 1988. Com o passar do tempo, ele foi evoluindo e abrangendo cada vez mais séries, até chegar à atual dimensão. “Dessa maneira, os estudantes vão se acostumando desde cedo com a língua e seguem evoluindo no aprendizado. No final, eles realizam uma prova de proficiência”, evidencia.

Tanto para o presente, quanto para o passado e o futuro, a iniciativa é avaliada como muito positiva por Cristiane. “É uma forma muito especial de valorizar e manter a nossa cultura alemã. Muitas famílias daqui ainda utilizam o dialeto”, complementa.

Fonte: Jornal NH

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