Livro de um Campo de Concentração brasileiro
Muito se estuda em escolas e universidades lições sobre a II Guerra Mundial, período cruel da História Contemporânea que destruiu nações e que matou milhões de pessoas inocentes sob justificativas torpes de cor, raça, credo e nacionalidade.
Muito se sabe também que na Europa, principalmente na Alemanha e Polônia, haviam Campos de Concentração que recolhiam presos que não se adequavam às "normas" nazistas. Nestes campos foram assassinadas milhões de pessoas e sob as piores formas possíveis.
No entanto, o que poucos sabem, é que no Brasil, durante o período da II Guerra Mundial, também existiam Campos de Concentração. Mas estes campos recolhiam apenas descendentes de imigrantes germânicos, italianos e japoneses sob a justificativa da nacionalidade, da língua e da cultura. Os descendentes de imigrantes germânicos foram os que mais sofreram com as investidas atrozes destes campos.
Haviam 12 Campos de Concentração no Brasil e dois deles ficavam no estado de Santa Catarina - maior reduto de descendentes de imigrantes germânicos do Brasil na época do regime do Estado Novo liderado pelo ex-presidente Getúlio Vargas. Florianópolis e Joinville sediaram um Campo de Concentração cada um. Para saber um pouco mais sobre os Campos de Concentração no Brasil, clique aqui.
Em sua Campanha de Nacionalização, Getúlio buscou abrasileirar todos os descendentes de imigrantes estrangeiros, mas a situação de abrasileiramento tornou-se mais feroz quando um navio nazista afundou um navio brasileiro em águas brasileiras. O acontecimento foi o estopim para acabar com as boas relações que existiam entre Brasil e Alemanha desde o século XIX e iniciar uma verdadeira perseguição aos que falavam alemão padrão ou dialetos/línguas germânicas e que viviam a cultura germânica dentro do território brasileiro.

Quem ouvia programas de rádio alemães ou ouvia músicas em alemão em seus pequenos momentos em familia logo após o jantar, corria o risco de ser preso. Os oficiais vigiavam as casas e vizinhos brasileiros (porém de descendência portuguesa e espanhola) denunciavam as familias que cometiam alguma "infração", ou seja, que viviam sua cultura germânica.

Abaixo você confere imagens de um dos livros de entrada e saída de um Campo de Concentração que ficava na cidade de Joinville/SC. Perceba as anotações com nome, idade, profissão, data de entrada e saída do campo.
Fonte: Deutschbrasischland
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