29 de dez de 2012


O natal já passou, mas o encantamento ainda me envolve até o final do ano, são histórias e músicas que ressoam na minha alma.Uma das mais elas histórias de natal é o Quebra Nozes.

De um simples utensílio para descascar nozes e avelãs, o soldadinho de madeira tornou-se um dos enfeites de Natal mais famosos da Alemanha, há algumas décadas, o utensílio de madeira tornou-se um dos principais enfeites de Natal na Alemanha, com lugar garantido na decoração. Velas, presépios e pinheirinhos podem ser típicos, mas nenhum é tão genuíno quanto o quebra-nozes, sempre caracterizado de soldadinho.

O utensílio-enfeite foi baseado em uma ilustração do conto O rei Quebra-Nozes e o pobre Reinhold, escrito por Heinrich Hoffmann em 1851. Esse conto de Natal relata a história de um menino enfermo que, em seus sonhos, é levado por um quebra-nozes a um mundo repleto de brinquedos. Ao acordar pela manhã, a criança encontra os brinquedos de seus sonhos junto ao pinheirinho de Natal e recupera a saúde.

O conto de Hoffmann foi o primeiro a relacionar a figura do quebra-nozes ao Natal – relação que se mantém firme até os dias de hoje, em que já não é possível pensar em natal sem ele.

Tchaikovsky produziu um ballet que ainda encanta as pessoas quando é apresentado, a Suite Quebra Nozes. A história se passa na Europa oriental em meados de 1800. O início da peça acontece durante uma festa de natal na casa do médico que também é prefeito da cidade. Uma árvore de natal enorme enfeita a sala de estar da casa. O médico tem dois filhos, Clara e Fritz. Todos esperam ansiosos a chegada dos convidados, a atmosfera é festiva e agradável.

Abaixo, um trecho da imortal composição do mestre russo
Com informações do DW

24 de dez de 2012





Ou em bom português, Um Feliz Natal e tudo de bom para o Ano Novo

São os votos do Blog, que procura trazer um pouco da Alemanha para vocês leitores, e para todos os amigos que nos prestigiaram no ano.



 

20 de dez de 2012

Eles não apenas coletaram contos de fadas, mas também estudaram a língua alemã, estabelecendo assim as bases da germanística. Por seu estilo provocador e seu pioneirismo, foram uma pedra no sapato dos eruditos de então. 
 
Os irmãos Grimm tinham uma visão: eles queriam preservar um pedaço da história cultural alemã, que na ocasião ameaçava desmoronar. No início do século 19 ainda não havia uma unidade alemã, e dominavam a instabilidade política, as lutas pelo poder e as conquistas militares. Isso perturbava Jacob e Wilhelm Grimm. 

Eles queriam uma nação unificada, um espírito de unidade entre o povo. 

Eles começaram então a explorar sua língua pátria e a recolher contos populares e mitos antigos, criando assim um campo de investigação desconhecido na época. Escreveram centenas de obras, incluindo marcos históricos, como o Dicionário Alemão, a Mitologia Alemã e a Gramática Alemã.

Fonte: DW

17 de dez de 2012


A Deutsche Welle , respeitável grupo de comunicações da Alemanha, promove em sua página da web (http://dw.de) , "Palavra da Semana". A desta é Glückspilz, a explicação abaixo:

"Existe azar ou sorte? Podemos influenciar os fatos do cotidiano? Difícil responder objetivamente. Fato é que para algumas pessoas tudo parece dar certo. Elas sempre encontram uma vaga para estacionar o carro, escolhem sempre a fila que anda mais rápido, vira e mexe encontram dinheiro no chão. Em alemão, essas pessoas são chamadas de 'Glückspilz' (Pilz = cogumelo, Glück = sorte)."

13 de dez de 2012

No ano em que os “Contos infantis e domésticos” dos Irmãos Grimm, conhecidos em português como “Contos de Grimm”, comemoram seu segundo centenário, os festivais dedicados a narrativas e contos de fadas alcançam uma imensa popularidade. Mas o que é exatamente um festival de narrativas? E qual é a função dos contos de fadas nos dias de hoje?

Autores famosos, entrevistas, sessões de autógrafos: há toda uma organização profissional para eventos literários na Alemanha. Enquanto a encenação da literatura no palco já se tornou praxe em festivais realizados em Hamburgo, Berlim e Munique, a dos festivais de narrativas e de contos de fadas tem uma outra tradição. 

Aqui, autores famosos não têm lugar, pois quem está no foco das atenções é a história – e a maneira como é contada.

Era uma vez... em 1997

No verão de 1997, Regina Sommer fundou em Aachen o Zwischen-Zeiten (Entre tempos), um dos primeiros festivais de narrativas de grande porte da Alemanha. Sendo ela própria narradora de contos de fadas, sagas e histórias, trouxe para a Alemanha a tradição que conheceu no mundo anglo-saxão. 

Desde então, o enfoque internacional é um dos elementos básicos deste festival, que é realizado em duas línguas. Em seus diversos eventos, a narrativa não tem apenas a função de entreter as pessoas que formam um público bastante heterogêneo, mas também de estimular o intercâmbio entre elas.

O festival Erzähl mir was (Conta alguma coisa para mim), também fundado em 1997, em Remscheid, é a segunda grande sede de festivais narrativos na Alemanha. Aqui, o foco está na arte de narrar e as histórias incluem desde mitos indígenas sobre a Criação com 6.000 anos de idade até mitos de heróis africanos, passando pelo Ciclo Arturiano e pela tradição mítica da Índia.
  
Um palco para os contos de fadas

Na Alemanha, onde os Irmãos Grimm publicaram em 1812 a primera versão de sua coletânea de contos, é natural que os tradicionais contos domésticos ocupem um lugar de honra em diversos festivais. 

Especialmente no ano do segundo centenário desta publicação, os espectadores se reúnem em todo canto para ouvir histórias: em feiras, festas de cidades do interior e grandes festivais, como o Festival de Contos de Fadas de Wiesmoor, na Frísia Oriental, o Festival de Contos de Fadas de Colônia, que é intercultural, e o Festival “5 auf einen Streich” (5 de uma vez), evento comemorativo do bicentenário dos Irmãos Grimm em Hessen, sua terra natal, onde eles coletaram histórias para a coleção de contos mais famosa da Alemanha.

A preservação da tradição regional dos contos de fadas é apoiada por instituições como a Associação Europeia dos Contos de Fadas, em Rheine, e pelo Círculo de Contos de Fadas de Stuttgart. 

Estas associações não se limitam a promover eventos narrativos em escolas e ocasiões festivas, mas também se dedicam à reflexão sobre o significado dos contos de fadas nos dias de hoje em encontros, congressos e assembleias.


10 de dez de 2012

Durante séculos, o símbolo natalino foi distintivo entre católicos e protestantes, estes inicialmente depreciados como adeptos da "religião da árvore de Natal". No século 19, o costume se tornou transconfessional. 

A aconchegante cena faz bater mais forte os corações dos protestantes da Alemanha: Martinho Lutero sentado, ao lado de sua família, numa confortável sala, em torno de uma pequena árvore de Natal decorada.

Lutero e família na famosa gravura de Carl August Schwerdgeburth
Lutero e família na noite de Natal de 1536, em Wittenberg: assim o artista Carl August Schwerdgeburth, de Weimar, intitulou sua gravura (imagem ao lado) . Porém o quadro que o tornou conhecido no século 19 não passa de uma mentira.

Difundida pela guerra

"Lutero jamais se sentou sob a árvore de Natal", sentencia o etnólogo Alois Döring, de Bonn. Pelo contrário: o reformador alemão nem mesmo conhecia esse símbolo, pois os primeiros registros de uma festa com um pinheiro decorado remetem ao final do século 16, quando a autoridade de uma localidade da Alsácia mandou montar a primeira árvore de Natal.

A coisa só virou moda na Alemanha pelos idos de 1800, quando as famílias protestantes passaram a adotar o pinheiro como decoração caseira para o Natal. E mais tarde declararam tratar-se de uma boa e velha tradição luterana. 

"Os católicos zombavam do culto a Lutero da mesma forma que do costume da árvore de Natal", explica Döring. Aliás, uma das expressões sarcásticas com que denominavam o protestantismo era "a religião da árvore de Natal".

Mas isso não durou muito tempo, pois já no fim do século 19 o pinheirinho também conquistaria as salas de estar católicas. Decisiva para sua difusão foi a guerra franco-prussiana de 1870, conta o etnólogo. "Na época, por ordem das lideranças militares [alemãs], árvores de Natal foram dispostas nas trincheiras, como sinal dos laços com a pátria."

Ao que tudo indica, a ideia espalhou-se rapidamente pelo mundo. Pois a primeira árvore pública, exposta numa praça e enfeitada com guirlandas, foi registrada no Natal de 1910, não na Alemanha, mas sim em Nova York. Com a propagação do símbolo para além dos limites das confissões, desapareceu gradualmente a lenda de Martinho Lutero.

Lenda do paganismo

Em compensação, até hoje circula o boato que esse costume da árvore decorada proviria de culto pagão. Ledo engano. Segundo pesquisas mais recentes, a árvore natalina viria dos autos medievais sobre o Paraíso, onde, no dia 24 de dezembro, se erguia a "Árvore do Bem e do Mal", sob a qual era encenada a queda de Adão e Eva.

"Do lado que simbolizava a Redenção, a árvore era enfeitada com maçãs e outras guloseimas; do outro lado, pecaminoso, não havia nada", descreve o estudioso de Bonn. 

Após os cultos religiosos, os fiéis podiam se servir da decoração. E nesse caso, assim como nos "autos do Presépio" e nas festas a São Nicolau, muitos católicos deixavam de lado a moral e os bons costumes.

A Martinho Lutero desagradava o apelo sensorial da adoração dos santos na Igreja Católica. Ele queria recolocar Jesus Cristo no centro das festividades, e por isso inventou a figura do "Cristo Sagrado", em concorrência a São Nicolau. E durante muitos anos, nas regiões protestantes da Alemanha, era o "Cristo Sagrado" a presentear as crianças, acompanhado por anjos.

Avanço do ecumenismo

No decorrer dos séculos, a figura se transformou no angélico "Menino Jesus", lembra Döring. Mas como essa imagem talvez fosse infantil demais, criou-se no século 19 o Papai Noel, uma espécie de "Nicolau remodelado". Hoje não é mais possível dizer se essa figura nasceu da fantasia dos protestantes ou dos católicos.

"Muitos de nossos costumes natalinos são, hoje, transconfessionais", afirma Alois Döring. Justamente na época do Advento e do Natal, o etnólogo tem observado, nos últimos anos, numerosas ações ecumênicas; católicos e protestantes promovem concertos e festas em conjunto.

"As Igrejas reconheceram que têm que fazer algo, se é para o Natal ser mais que consumo, vinho quente e luzes decorativas", diz Döring. "E isso funciona melhor quando se trabalha junto, e não em concorrência."

Fonte: DW

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