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Mostrando postagens de Junho, 2010

Schiller, Goethe e Beethoven, trio de ouro na cultura alemã

Ó, amigos, mudemos de tom!Entoemos algo mais prazerosoE mais alegre!Alegria, formosa centelha divina,Filha do Elíseo,Ébrios de fogo entramosEm teu santuário celeste!Tua magia volta a unirO que o costume rigorosamente dividiu.Todos os homens se irmanamAli onde teu doce vôo se detém.Quem já conseguiu o maior tesouroDe ser o amigo de um amigo,Quem já conquistou uma mulher amávelRejubile-se conosco!Sim, mesmo se alguém conquistar apenas uma alma,Uma única em todo o mundo.Mas aquele que falhou nissoQue fique chorando sozinho!Com esta esta parte da letra da 9º Sinfonia de Beethoven começamos este artigo, saudando este amizade que unia além do compositor o poeta, filósofo e historiador Johann Christoph Friedrich von Schiller. A nona sinfonia de Beethoven incorpora parte do poema An die Freude ("À Alegria"), uma ode escrita por Friedrich Schiller, com o texto cantado por solistas e um coro em seu último movimento. Foi o primeiro exemplo de um compositor importante que tenha se uti…

O Fausto de Goethe

"Se eu me acosto jamais em fofa cama,
contente e em paz, que nesse instante eu morra!
Se uma só vez com falsas louvaminhas
chegares por tal arte a alucinar-me
que eu me agrade a mim próprio; se valeres
a cativar-me com deleites frívolos,
súbito a luz da vida se me apague.
Vá! queres apostar?"
FaustoQuadro V, Cena I - Tradução António Feliciano de Castilho

Os versos acima são de Johann Wolfgang von Goethe, escritor, cientista e filósofo alemão.  Goethe era formado em Direito e chegou a atuar como advogado por pouco tempo. Como sua paixão era a literatura, resolveu dedicar-se a esta área. Fez parte de dois movimentos literários importantes: romantismo e expressionismo. Apresentou também um grande interesse pela pintura e desenho.

No ano de 1786 foi para a Itália, onde morou por dois anos. Neste período escreveu importantes obras como, por exemplo, Torquato Tasso (drama), Ifigênia em Taúrides (peça de teatro) e as Elegias Romanas.

Porém, sua grande obra foi o poema Fausto, …

Os vinhos do Reno, qualidade e satisfacao

Quando o inverno chega, a boa dica, pelo menos em solo gaúcho é degustar uma bela taça de vinho, talvez  degustando cabernet sauvignon, mas provavelmente tomando um belo vinho branco renano. Vamos conhecer um pouco melhor esta qualidade de bebida tão apreciada. 
O vinho do Reno é essencialmente vinho branco, mas isto não foi sempre assim: inicialmente, a maior parte do vinho produzido na região era tinto e só aos poucos é que o vinho branco foi se firmando como um produto tipicamente renano. A partir daí, a produção de vinho tinto foi desaparecendo aos poucos, resistindo apenas no Vale do Ahr, um afluente do Reno, e na região da cidade de Assmannshausen, além de uma outra área em Ingelheim, a nordeste de Mainz. Nos últimos anos, contudo, nota-se uma tendência de retomada da produção de vinho tinto. A vinicultura de exportação atingiu seu apogeu antes do início do turismo, no século 18. Hoje, o consumo do vinho na própria região de produção e na Alemanha em geral é tão alto qu…