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Mostrando postagens de 2011

Stille Nacht, noite feliz

Era 24 de dezembro de 1818 em uma pequena vila austríaca chamada Oberndorf, poucas horas antes do Natal o  pastor Joseph Mohr teve que improvisar uma forma alternativa de fazer que sua  cerimônia de natal não fosse perdida .
Seus planos musicais para o culto na igreja à noite foram arruinadas já que o órgão de sua igreja (São Nicolau Kirche) havia quebrado recentemente devido a uma inundação recente do rio nas proximidades. 
O que ele poderia fazer? Em um momento de inspiração, ele agarrou um poema de Natal que ele havia escrito dois anos antes e rapidamente partiu para a aldeia vizinha, onde seu amigo Franz Gruber, o organista de igreja, vivia. 
Acredita-se que Franz Gruber foi capaz de produzir em que noite, em apenas poucas horas, a primeira versão do hino de Natal do mundo renomado "Stille Nacht", escrito como um acompanhamento da guitarra. 
Fonte:  About.com German Languague
Acompanhem a música no vídeo abaixo 


O Tannenbaum, o pinheiro de natal

Para os descendentes de alemães esta época de natal, nada mais significativo que as tradicionais canções, colocarei (hoje e amanhã) as minhas preferidas: O Tannenbaum (Pinheirinho de Natal) e Stille Nacht (Noite Feliz).

A árvore de Natal moderna surgiu na Alemanha e suas primeiras referências datam do século 16. Para os alemães, independentemente da religiosidade de cada um, a árvore de Natal é um símbolo de paz, tranqüilidade e introspecção. Quando se pergunta às pessoas sobre o motivo de tal ligação com o pinheiro natalino, a resposta é quase sempre a mesma: o Natal é uma festa das crianças. E dela faz parte a árvore, que alegra as crianças. Para os adultos, o pinheiro enfeitado suscita ternas recordações da infância…  (fonte: Deutsche Welle
Claro que não basta apenas falar, vamos ouvir a canção na voz dos tenores Placido Domingo, José Carreras e Luciano Pavarotti (vídeo abaixo)

Guerras e Revoluções no histórico familiar

O mais legal de estudar a história de nossos ancestrais e claro sentir prazer nisto, é descobrir fatos que muitas vezes justificam a famosa frase : "se isto não acontecesse eu não estaria aqui". Então vou começar a contar histórias deste "povo", começando pelos Neufang, mais tarde falo como eles entram na história dos Volz.

Começamos pela história que envolve uma familia nobre européia, com forte vinculo no Brasil, a Casa dos Habsburgo da qual descendia a primeira imperatriz do Brasil : Dona Carolina Josefa Leopoldina Francisca Fernanda de Habsburgo-Lorena ou apenas Dona Leopoldina, de quem todos conhecem (ou pelo menos a maioria já conhece a história).

Agora vamos conhecer a trajetória de Ruprecht Neufang :



O Vale Gastein (foto acima) foi no principado eclesiástico controlada pelo arcebispo de Salzburgo, limitada a oeste pela Baviera e no leste do Império Habsburgo. A Paz de Augsburgo, em 1555 criou uma pausa temporária no tumulto das guerras entre católicos e pr…

Muckers, uma abordagem psicologica e bendita

Falar sobre os Muckers tem sido uma grande fonte de pesquisa para historiadores e genealogistas, visto que o episódio envolvendo o casal João Jorge e Jacobina Maurer é de uma riqueza impressionante. 
Já falamos aqui no blog sobre este intrigante casal, de cuja familia temos ascendentes comuns. João Jorge Maurer era filho de Carl Maurer e Maria Barbara Volz, esta por sua vez era irmã de meu trisavô materno Jacob Voltz.
Agora é a vez dos psicológos tentarem entender o movimento Mucker. Em interessante artigo, a Psicóloga Clínica e Mestre em Ciências da Religião Heloisa Mara Luchesi Módolo fala sobre os  delírios religiosos como possibilidade de estruturação psíquica :
"Foi no Rio Grande do Sul, especificamente na atual cidade de Sapiranga que, entre os anos de 1870 a 1874, desenrolou-se um fenômeno religioso único no Brasil: um movimento messiânico milenarista (1) protestante, que se deu num grupo étnico bem definido, composto por imigrantes alemães, e que foi liderado por uma mu…

O carvalho alemão, simbologia e história

Desde a antiguidade os germânicos mantiveram uma estreita relação com as árvores. Além de criarem um verdadeiro espaço social com sua sombra e sua beleza, elas proporcionavam frutos, virtudes terapêuticas, atração para os insetos e as aves, madeira para a construção de casas e lenha para o fogo nos invernos rigorosos. 
Mas não era apenas isso: em todas as interpretações, o simbolismo é impressionante. Na árvore estão a vida em movimento perpétuo, a regeneração constante (partes dela estão continuamente morrendo e renascendo) e a busca permanente de evolução (dada a sua ascensão vertical em direção ao alto). 
Além disso, a árvore estabelece uma comunicação completa entre os três níveis do universo: o mundo subterrâneo, alçançado por suas raízes que se infiltram nas profundezas em busca de água, o mundo da superfície, onde estão o seu tronco e os seus galhos, e o supramundo, alcançado pela copa e pelos ramos superiores. A importância …

Diaspora Alemã

VÖLKERWANDERUNG / AUSWANDERUNGSWELLE
Os sobrenomes tipicamente alemães encontrados na Inglaterra, Holanda, Áustria, Luxemburgo, França, Itália e outros lugares da Europa, da Ásia e das Américas confirmam a grande dispersão que se processou através de muitos séculos e a manutenção do Alemão como língua materna mesmo depois de séculos em terras estrangeiras. 
No idioma alemão dá-se o nome de Völkerwanderung para a série de migrações de vários povos que ocorreu entre os anos 300 e 900 a partir da Europa Central e que se estenderia a todo o continente. No entanto, a dispersão de germânicos por meio de contínuas migrações para todas as direções continuou no transcorrer dos anos até os dias de hoje. Nos séculos XVIII e XIX, a grande onda de migração, denominada Auswanderungswelle, foi principalmente para as Américas. 
 Existem regiões européias onde sobrenomes germânicos ocorrem como resultado de circunstâncias históricas específicas…

Casamento real e raizes germanicas

Já havia escrito aqui no blog sobre as origens germânicas da familia britânica , nesta sexta-feira, a A rainha Elizabeth II da Inglaterra concedeu ao príncipe William nesta sexta-feira o título de duque de Cambridge, o mais alto da nobreza britânica, anunciou o Palácio de Buckingham, residência oficial da família real. 
O primeiro duque de Cambridge também era alemão, o Príncipe Adolfo Frederico de Hanôver (foto) ,  (Palácio de Buckingham, Londres, 24 de fevereiro de 1774 — Cambridge House, Piccadilly, 8 de julho de 1850), membro da família real britânica, sendo o décimo dos 15 filhos do rei Jorge III do Reino Unido e de Carlota de Mecklenburgo-Strelitz.
Era tio da lendária Rainha Vitória (que por mais tempo permaneceu a frente do trono do Reino Unido).

Tradições alemãs de páscoa, os ovos pintados

Há séculos, famílias de diversas partes do mundo celebram a maior festa do Cristianismo de maneira parecida. No sábado, com a missa da Vigília Pascal seguida da queima simbólica do Judas e, no domingo, através da missa de Páscoa e da busca por ovos coloridos no jardim.

A tradição de pintar, decorar e presentear os ovos já existia desde os primórdios do Cristianismo.

"Antigamente, era comum pintar os ovos apenas de vermelho, para simbolizar tanto a cor do sangue de Cristo quanto a do amor que ele nutria pela humanidade. Isso ainda é assim na Igreja Ortodoxa", conta pesquisador de costumes Alois Döring, de Bonn. "E a decoração servia para distinguir os ovos bentos dos não bentos durante a Páscoa."

Com o passar do tempo, diversos outros costumes foram criados em torno do ovo, como por exemplo, a brincadeira de escondê-los. Segundo Döring, estes continuarão existindo. Afinal de contas, já estão definidos os feriados de Páscoa para os próximos séculos. "O famoso mat…

Lendas e o Robin Hood Alemão

A Alemanha tal como conhecemos foi um processo lento e gradativo desenvolvido ao longo do século XIX, foi consolidado por Otto Von Bismarck. O espaço territorial germânico era constituído por 39 Estados diferentes reinos, ducados e cidades livres, que apenas tinham em comum a mesma raiz linguística (o alemão) e a mesma base cultural. 
No meio de todos estes estados, acabam por ter suas lendas e histórias, a quero contar hoje tem a ver com Hamburgo, cidade do extremo norte da Alemanha. A lenda é sobre o mítico Störtebeker  ou Nikolaus StorzenbecherEle foi pirata. Ele roubou dos ricos. Ele foi degolado e mesmo assim saiu andando depois libertando prisioneiros.  Junto a outro pirata famoso, Gödeke Michels, Störtbeker fundou o grupo Vitalienbrüder. O objetivo? Roubar navios e comprar comida para o povo da cidade de Estocolmo, que na época era território alemão e encontrava-se bloqueada por conta de uma guerra contra a Dinamarca. A fama de "paizão dos pobres" do pirata era legíti…

O tempo não para, seguimos nosso barco

O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo... Mário Quintana Aproveitando a frase do Quintana para mostrar a nossa resistência em continuar "cultuando" valores alemães, trazidos aqui pelos imigrantes na sua jornada épica cruzando o Oceano e vindo para a "terra brasilis".  E estes ensinamentos mantidos de pai para filho, de geração em geração, modificou muito ao longo do tempo, sofrendo interferencia da convivência com novas culturas e povos. 
Mas ainda assim, muitos dos costumes, expressões, dialetos, festas  continuam vivos na alma e no dia a dia de nossos descendentes.
E o povo se mantem na memória dos museus, da palavra falada, dos material audiovisual e todo o objeto que o faça lembrar que, sim , ele é alemão, mesmo que tenha nascido em outro país.
Achei interessante divulgar este trecho do artigo da Deutsche Welle sobre as fontes de pesquisa da genealogia alemã:
Martin Luther - Image via WikipediaUm site da Paróquia Martin Luther traz inform…